quinta-feira, 3 de maio de 2012

Fim


O tempo passa
E a história chega ao fim,
O que ninguém fala
É que toda história tem um fim.

Tantos finais nos cercam
Finais de páginas;
Finais de capítulos;
Finais de Livros...

Finais de vidas sorrateiras
Tão rápidas e passageiras.
Finais de vidas que se prolongam
Tão demoradas e tão longas.

Os finais de novelas, muitos esperam,
Uma vitória para assistir,
Triste a realidade que está a existir
Pois o final nem sempre é o que querem assistir

Finais de filmes que traem a emoção;
Finais de seriados que duraram um tempão;
Finais de programas que ensinam uma lição;
Finais de jornais que trazem a informação.

Final do primário, para muitos com pouca duração;
Final do colegial que traz mais que uma lição;
Final do ensino médio, amizades de coração;
Final da faculdade, para a vida uma lição.

Para as pessoas, pode se tornar uma situação,
Pois o final sempre acaba com uma emoção.
Final de uma amizade que vem do coração
Ou de pessoas odiadas que trazem a confusão.

De todos os finais, ninguém pode se esquecer
Que nossas vidas o ponto final vai nos deter.
O que todos se esquecem de falar,
É que o fim um dia há de chegar.

Mas o tempo passa
E a história chega ao fim,
O que ninguém fala
É que toda história tem um fim...



quinta-feira, 19 de abril de 2012

A Felicidade das Coisas






A felicidade das coisas não está escondida,
Tão pouco codificada.
Ela está por toda nossa vida,
Apenas um pouco disfarçada.

A felicidade das coisas está no café.
Está no descansar do pé,
No banco vazio da Sé,
E no gol de Pelé.

A felicidade das coisas está no aperto de mão;
Na sua preferida canção;
Está no sorriso do seu irmão;
E naquela duvidosa paixão.

A felicidade das coisas não tem endereço
A felicidade das coisas não tem cidade.
Ela está tanto no sair do berço
Quanto no apogeu da maioridade.

Felicidade que está também no dormir
No sorrir sem querer,
No poder ir e vir
E no ato de se arrepender.

A felicidade das coisas, tão cobiçada por nós,
Pode estar em uma simples lembrança,
Em uma foto com nossos avós
Ou na firme esperança.

Outrora a encontrei no abraço apertado,
Do qual não se precisa falar.
Aquele típico abraço calado
Que vem para nos consolar.

A felicidade das coisas está no banho de chuva;
Está nas sedutoras curvas;
Está no bater do vento
E até nas horas de descontentamento.

Em um desejar de bom dia ela pode estar,
Você pode até não perceber
Mas, se abrires bem os olhos poderá ver
Que as palavras ela também é capaz de habitar.

Então, para que a felicidade procurar
Se ela está bem diante dos seus olhos?
Está em cada gesto simplório
É só você começar a notar.

Mas, talvez você não concorde com o que eu falei.
Para sua opinião, não estou nem ai.
Apenas uma coisa eu te direi:
Meu poema acaba aqui.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

À Procura da Liberdade



I
Procuro algo de novo na vida,
Algo que me faça sentido.
Há tempos procuro uma saída,
Ou, talvez, seja algo que eu tenha perdido.

II
Algo perdido que lutarei para reconquistar
Quero que todos saibam que para isso vou lutar
Minha liberdade vale mais que diamante.
Preciso dela neste exato instante.

III
Para poder me libertar completamente.
De tudo aquilo que me prende
E começar uma nova fase ao seu lado.
Preparado para novas surpresas que virão.

IV
Novas surpresas que me completam de alegria e amor
Com a livre e leve sensação de que posso voar
Minha liberdade é a minha motivação 
É o que me motiva a viver, desejar e sonhar!

V
Com o mais simples sopro do vento em nosso rosto,
admirando o brilho do luar e das estrelas,
com a melhor sensação de liberdade, 
Nos perdemos a admirar a fascinante natureza.

VI
Presos pelas ideias e soluções
Até mesmos pelas diversificações.
Muitos ficam presos por pensamentos
Não sou como os outros, meros detentos.

VII
Sou aquele que mesmo preso
Tem seu lugar e mesmo nesse muro dos meus pensamentos
Sei a hora de parar e abrir as portas dessa prisão
Para que no futuro todos me enxerguem.

VIII
Porque sei que um dia lá na frente
mostrarei do quanto sou capaz
serei mais feliz e contente
que o meu algoz capataz.

IX
Algoz sórdido,
Há de ceifar meu vôo, então?
Você pode prender a ave
Mas não seu coração.

Autores: (I) Douglas Oliveira, (II) Caio Cesar, (III) Gabi Nardi, (IV) Claudia Menezes, (V) David Santana, (VI) Gustavo Nascimento, (VII) Mateus Popolizio, (VIII) Julio Santos, e (IX) Aline Oliva.

sábado, 31 de março de 2012

A Panela na Janela

Eis que aqui estou
A panela o vento levou
O que fazer pr’ela voltar?
Meu caminho vai continuar

Eis o meu olhar na janela com a panela
Que refletia a luz do luar
E sempre me cegava ao entrar
O que me fazia tropeçar.

E a luz que reflete na panela
Vem tão forte quanto o andar da cinderela
Talvez a noite fosse clara se houvesse alegria
Uma alegria que falasse que não fosse uma agonia

Tudo isso porque a Jaque espalha,
Gabih alastra, Júlio rouba,
Caio desvirtua
E quem será o próximo?

A pulguinha coça, coça
Coça, coça sem parar
A menina de trancinha
Sem cabelo vai ficar.

Escrito por: Aline Oliva, Caio Brito, David Santana, Douglas Oliveira, Gabrielle Nardi, Gustavo Ribeiro, Júlio Santos e Mateus Popolizio.



domingo, 25 de março de 2012

O puro impuro



Um menino nasceu puro
De um relacionamento impuro,
Da qual, culpa não tem.

Aprendeu que precisava ser feliz
Em um mundo infeliz
Das simpliscidades que não tem.

Correu em busca da felicidade
Mesmo não tendo idade,
Pois qual culpa ele tem?

Procurou, então, uma igreja,
Para que tivesse uma certeza,
Das culpas que não têm.

Aprendeu que precisava ser puro,
Neste mundo impuro,
Como ninguém fez.

Procurou ser puro,
Mas viu que todos eram impuros
Que acusavam ele também.

Perguntou porque devia ser puro,
Se não tinha agido impuro,
De culpas que não fez.

Falaram que nascia de um relacionamento impuro
E que não sairia deste mundo puro,
Mas devia buscar o que ninguém fez.

O menino desistiu desta vida,
Pois dela não tinha saída
De culpas que não fez.

Procurou outro tipo de pureza,
Mas percebeu que era só beleza
De proezas que ninguém fez.

Aconselharam a beber algo puro
Para se tornar impuro
E a verdade saisse de vez.

Loucamente experimentou,
Mas logo não gostou
Desta verdade que não se fez.

Percebeu que a pureza
Era só uma beleza
De ideias incomuns.

Descobriu que tinha cometido um pecado
De nunca ter pensado
As ações que cometeu.

Entendeu que a pureza
Vinha de sua natureza
Que não tinha refutação

Um erro ele cometeu
Viver uma vida que nunca foi seu
De tristezas sem contar.

E que a pureza da vida
Era mais que uma bebida
Ou de uma vida que jamais vai chegar.

terça-feira, 20 de março de 2012

O importante é participar?


Perder ou ganhar,
O importante é participar.
Mas existe alguém que gosta de perder?
Ou me importo só em participar?

Talvez a relatividade me confundiu
Ou a realidade nunca se difundiu.
Participar pode ser uma vitória
Ou apenas algo triste na memória.

Um campeonato que são para poucos,
Uma vitória para mim e não para os outros.
Se eu vencer melhor para mim,
Pois nunca pensei em chegar tão longe assim.

Algo que para muitos é comum,
Perder é algo incomum.
O vencedor apenas diria
Que a participação é o que valeria.

Ser o melhor é o que gostaria,
Isso mais do que me valeria.
Talvez por uma grande satisfação
Ou apenas por uma grande ambição

Se eu fosse sempre o vencedor,
Nos outros iria causar muita dor,
Pois o orgulho me dominaria
Porque o melhor sempre eu seria.

Por isso aprendemos a perder,
Porque o melhor nem sempre poderemos ser.
A vitória não vem só da participação,
Mas vem da minha superação.

Se o destino final eu chegar,
Para mim, muito terei a ganhar.
Se vencedor eu sair,
Da minha memória não deixarei ir.

domingo, 18 de março de 2012

Ame-o ou Deixe-o


Deixo este mundo sem consolo
Meu coração agora tão frio quanto gelo
Tão duro quanto diamante bruto
Se soubessem como foi difícil...”

Tenho que amar,
Tenho que sonhar,
Tenho que achar...
Preciso achar para amar!

Se preferir deixá-lo
Pelo menos o respeite
E se forez amá-lo
Não apenas ame-o, abrace-o.

Amar ou deixar?
Eis a questão!
Pessoas continuam a me injustiçar
Chamando-me de ladrão!

Não sei se o amo de verdade,
Mas preciso da minha felicidade
Para enfrentar a realidade
Que é a violência da minha cidade.

Amá-lo ou deixá-lo?
Essa é a duvida que me invade
Se o amo não o deixo
E se o deixo não o amo
Um dia tudo se revelara, e saberei
Que dele vem à resposta, que o amo ou o deixá-lo-ei.

Escrito por: Aline Oliva, Caio Brito, David Santana, Douglas Oliveira, Gabrielle Nardi, Gustavo Ribeiro, Júlio Santos e Mateus Popolizio.